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Praticidade. Rapidez e agilidade. Sortimento. Facilidade e baixo custo. São benefícios que, enquanto atraem fortemente o consumidor final, também atraem os empresários.

As vendas por meio de máquinas automáticas possibilitam unir todos esses elementos, seja uma nova oportunidade de negócios ou na complementação dos serviços e produtos oferecidos dentro do comércio em geral, possibilitando, neste caso, uma fonte adicional de lucro, geração de fluxo e diversificação do mix de produtos.

Enquanto no Brasil tem-se uma média de 2.500 habitantes para uma máquina, nos Estados Unidos, são 43 pessoas por equipamento. Se o faturamento aqui ainda é tímido (na casa dos R$ 600 milhões), por lá o hábito do autosserviço já está arraigado. São 7 milhões dessas máquinas vendas de bebidas quentes, snacks, refrigerantes e produtos higiênicos, entre outros, que chegam a US$ 36 bilhões de faturamento ao ano, o que significa 3,5% do total do varejo de alimentos dos EUA.

Mas o contato do brasileiro com as máquinas self-servisse está aumentando e o segmento está crescendo. Com as oportunidades de negócios que a Copa do Mundo está propiciando, assim como os Jogos Olímpicos em 2016, vê-se nelas uma forma de atrair a atenção dos estrangeiros que já são bem mais acostumados a manipular tais equipamentos.

Até 2012, o Brasil contava com cerca de 60 empresas em atuação na comercialização de máquinas, que até o presente momento está restrito a produtos alimentícios. O mais recente é a venda de livros. As máquinas em operação encontram-se instaladas, em sua grande maioria, dentro de empresas e lugares de grande circulação de pessoas, como estações de metrô e instituições de ensino.

De acordo com a Associação Brasileira de Vendas Automáticas (Abva), para os próximos anos, a tendência é que haja uma maior variedade de produtos oferecidos nessas máquinas. Será possível encontrar produtos higiênicos, cosméticos, sapatos e até insumos eletrônicos, como chips de celular, pen drives e afins.

Hoje, devido à cultura do cafezinho, 85% das máquinas de vendas automáticas estão localizadas dentro de empresas e servem, em geral, bebidas quentes. Os outros 12% são máquinas de snacks e refrigerantes instaladas em pontos comerciais. Essa realidade começou a mudar nos últimos dois anos: as máquinas em pontos comerciais cresceram 40%, e representam hoje 15% do mercado. Enquanto isso, o mercado corporativo registra um aumento em torno de 10% ao ano.

A expectativa é que o crescimento em pontos comerciais aumente para 50% nos próximos dois anos, e atinja 10 mil máquinas em contraposição às atuais 5 mil que em operação nestes locais comercias.

Novidades que têm por aí

Além das máquinas de vendas automáticas que estão sendo utilizadas no mercado, uma novidade que está surgindo, e que tem grande força no Brasil, são as máquinas do bem. O propósito desses equipamentos não é vender, mas sim coletar resíduos para reciclagem.

 

  • A Cacau Show que tem máquinas de vendas automáticas no Metrô de São Paulo. As máquinas servem como ‘vitrine’ da marca de chocolates, nas quais estão disponível 28 produtos diferentes, divididos em 14 categorias.

 

  • A máquina de vendas automáticas de salgado da Quickies faz sucesso na Ladeira Porto Geral e na Rua 25 de Março, na região central de São Paulo. Tanto que virou franquia. As primeiras lojas serão abertas em uma rua comercial de São Caetano do Sul e em Salvador. Agora, a ideia é programá-la para vender hambúrgueres e batatas-fritas.

 

  • A Gomes da Costa levou um modelo especialmente desenvolvido para a venda de pescados enlatados na academia de ginástica Competition, de São Paulo. Será a primeira máquina não refrigerada da empresa na América Latina, que estreia com uma linha de Saladas de Atum. 

Em meio a tantas possibilidades da venda de produtos por máquinas automáticas, surge uma proposta inovadora que usa o equipamento para a reciclagem de resíduos. A ideia veio para ajudar os fabricantes de garrafas de PET e latas de alumínio a se adequarem à nova legislação sobre resíduos sólidos, aprovada em agosto de 2010 (Lei 12.305/2010), pela qual as empresas terão que cuidar do destino final do lixo gerado pela venda.

Enfim, a infinita possibilidade de interação entre homens e máquinas começa a ganhar espaço em mais uma atuação para a preservação do planeta. Tema mais que recorrente nas organizações brasileiras que precisam adotar práticas para se alinharem às necessidades dessa geração, assim como das gerações futuras.

As possibilidades de negócios são bem expansivas. Para se ter uma ideia, em Nova York uma startup está desenvolvendo um modelo para vendas automáticas nos táxis. A empresa pretende instalar as máquinas nos encostos dos bancos para vender bebidas energéticas, lanches, remédios, goma de mascar e balas.

Oportunidades de negócios

No Brasil, as diversas opções de equipamentos, normalmente importados, podem ser adquiridas por empreendedores interessados em negociá-las para outras empresas ou instalá-las em lugares públicos, como estações de trem e metrô, hospitais e universidades. Nessa forma de atuação, os operadores (como são chamados os empresários) podem lucrar com o aluguel para outras empresas ou com a venda de produtos, por exemplo.

Para iniciar o negócio, o operador pode avaliar a perspectiva de atuar como empreendedor individual. Principalmente quando o investimento inicial for pequeno e a projeção de faturamento estiver dentro dessa modalidade empresarial.

Quer iniciar um negócio? O que você precisa saber para iniciar bem: consulte http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio.